Na introdução o autor fala que sente o peso da responsabilidade de falar, especialmente pela complexidade do tema, especialmente por nesta conferência ele falar para os pares.
Ele fala que esta sua fala acontece no momento que que se completa 15 anos da morte de Florestan Fernandes e não só por esta data em si, mas pela contribuição intelectual de Florestan.
Para Florestan: "a história nunca se fecha para sempre. São os homens, em grupos e confrontando-se como classe em conflito, que fecham ou abrem os circuitos da história" (Fernandes, 1997, p.5).
A exposição do autor se divide em três partes:
"A primeira da indicação de alguns pressupostos e das opções e embates em torno do projeto societário que marcam a conjuntura da década";
"O segundo, traçado justamente com base nesses pressupostos e opções de projeto societário, engloba o balanço indicado daquilo que entendo por ser marcante nesta década com respeito a educação".
" O terceiro ponto, em que levanto algumas questões que nos afetam como ANPEd e nos interpelam como pesquisadores ou jovens em formação na pesquisa e pós-graduação na área".
O autor fala que a sua fala que segue pelo roteiro de uma pesquisa histórica não pode ser vencida numa fala, mas numa pesquisa de vários anos.
De que pressupostos parto e qual opção de projeto societário marca esta década?
O autor destaca que para qualquer que seja o objeto de analise no campo das ciências humanas e sociais que se queira tratar no plano da historicidade, vale dizer no campo das contradições [...] implica necessariamente tomá-lo na relação inseparável entre estrutural e conjuntural. Por outro lado implica tomar o objeto de analise naõ como um fator, mas como parte de uma totalidade histórica que o constitui[...]
"Assim sendo, entendo que a década de 2001 a 2010 não se interpreta nela mesma e, tampouco no que nela se fez, mas pela natureza desse fazer e das forças sociais que materializam das intenções do discurso".
O texto fala do desafio de fazer uma analise de sua geração e para esta ela fala do mesmo desafio que Florestan que definiu sua geração como geração perdida e quando ele refletia quais as lições que poderiam ser tiradas para o futuro.
O autor começa fazer sua analise a partir de 2003 com a posse do presidente Lula e destaca que não é o tempo cronológico que importa, mas mas a natureza dos acontecimentos e as forças sociais que os produzem.
O que se diferencia a eleição de 2002 das de 1999 e que as forças progressistas conduziram ao poder que tinha como tarefa alterar a natureza do projeto societário, com consequências para todas as áreas.
Francisco de Oliveira sintetiza qual era a tarefa deste período:
"Na periodização do longue duré brasileiro, a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência da República, ancora na excepcional performance do Partido dos Trabalhadores e de uma ampla frente de esquerda, tem tudo para ser uma espécie de quarta fundamentação da história nacional, isto é, um marco de não retorno a partir do qual impõe-se novos desdobramentos. [...] É tarefa das classes dominadas civilizar a dominação, o que as elites brasileiras foram incapazes de fazer. O que se exige um novo governo que é uma radicalidade que está muito além de simplesmente fazer um governo desenvolvimentista (Oliveira, 2003, p. 3).
A critica começa pelo próprio Oliveira que destaca que por diferentes determinações não ocorreu o caminho do não retorno, e a opção esteve centrada num governo desenvolvimentista. Não fez reformas de base na confrontação com o latifúndio, do sistema financeiro e nem do aparato político que os sustentam.
Mais a frente o autor toma uma frase de Florestan Fernandes para compreender qual é o nosso erro polílico:
"Não foi um erro lutar pela democracia e lutar dela revolução nacional. O erro foi outro - o de supor que se poderia atingir estes fins percorrendo a estrada real dos privilégios na companhia dos privilegiados.Não há reforma que concilie uma minoria prepotente a uma maioria desvalida" [...] "A causa principal consiste em ficar rente à maioria e às suas necessidades econômicas, culturais e políticas; pôr o povo no centro da história , como mola mestra da nação. O que devemos fazer não é lutar pelo povo. As nossas tarefas são de potro calibre: devemos nos colocarmos a serviço do povo brasileiro
Mais a frente o autor toma uma frase de Florestan Fernandes para compreender qual é o nosso erro polílico:
"Não foi um erro lutar pela democracia e lutar dela revolução nacional. O erro foi outro - o de supor que se poderia atingir estes fins percorrendo a estrada real dos privilégios na companhia dos privilegiados.Não há reforma que concilie uma minoria prepotente a uma maioria desvalida" [...] "A causa principal consiste em ficar rente à maioria e às suas necessidades econômicas, culturais e políticas; pôr o povo no centro da história , como mola mestra da nação. O que devemos fazer não é lutar pelo povo. As nossas tarefas são de potro calibre: devemos nos colocarmos a serviço do povo brasileiro
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