sábado, 8 de outubro de 2016

Livro Econômia Agrária de Joelson de Carvalho - Capitulo I: A agricultura e a história do pensamento econômico


Ficha catalográfica
Carvalho, Joelson Carvalho de
Economia Agrária - Volume Único
Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2015
ISBN 978-458-0010-1

Data da leitura:
Inicio 07/10/2016

Capitulo I: A agricultura e a história do pensamento econômico

Introdução

O que é economia agrária?  Como ela é entendida?

A economia agrícola pode ser considerada a parte dos estudos econômicos destinada à compreensão das relações de produção, consumo e distribuição no mundo rural, porém esta definição deixa de lado o caráter humano e social.

Definição de economia:
Ciência que estuda as relações de oferta limitada e e demanda ilimitada

A economia agrícola como ciência social aplicada não estuda somente a relação do homem com a natureza, mas as relações do homem com o homem.

Página 8 

O que é economia agrícola?

Definição de economia agrária:

A parte da economia que se preocupa em entender a produção, a distribuição e o consumo de produtos agropecuários e as relações sociais presentes nestes produtos. 
Página 8

Diferença entre economia agrícola com economia agrária

Economia agrícola:
Não podemos nos confundir quanto a isto, a economia agrícola tem foco mais especifico voltado à produção propriamente dita, tentando responder a questão, como: O que produzir? Onde produzir?Quando produzir? Já a economia agrária abre o leque de perguntas, inserindo questões como: quem produz? quem consome? como está organizada a produção? quais são as relações de trabalho presentes no campo?

A terra como um fator de produção:
A terra é um fator de produção assim como outros, capital, trabalho, etc. Mas é também o lócus de produção e reprodução social.

A questão agrária:
Questão agrária é como se convencionou de chamar  um conjunto de problemas relativos à produção social no campo dentro do capitalismo, sem esquecer que o capitalismo desenvolveu-se historicamente como um modo de produção desigual e  contraditório, da mesma forma que a penetração do capitalismo no campo também é caracterizado por um processo desigual e contraditório.
Página 9

Fisiocracia

Criada em 1750 por pensadores franceses, dentre eles François Quesnay ( 1694 -1774) 
dentro do mercantilismo, lembrando que o mercantilismo foi a pratica econômica hegemônica até o século XVIII e que tem por característica:
a) Balança  comercial favorável, ou seja, exportar mais e importar menos gerando superávit;
b) Estado´protecionista, de modo a gerar este superávit, valendo-se para isso dos pactos coloniais;
c) Metalismo ou a riqueza de uma nação se baseava na quantidade de ouro e trata.


Pág 10








A classe produtiva
É o que faz renascer, pelo cultivo do território, as riquezas anuais da nação, efetua os adiantamentos das riquezas com os trabalhadores da agricultura e paga anualmente as rendas dos proprietários de terra. Englobam-se no âmbito dessa classe todos os trabalhadores e despesas feitas na agricultura, até a venda da produção anual das riquezas da nação.



A classe dos proprietários
Compreende o soberano, os possuidores de terras e os dizimeiros. Estas classes subsistem da renda, que lhe é paga anualmente pela classe produtiva, depois que esta descontou da produção que faz renascer cada ano, a riqueza necessária ao reembolso de seus adiantamentos anuais e à manutenção de suas riquezas de exploração.


A classe estéreo
É formada por todos os cidadãos ocupados em outros serviços e trabalhos que não a agricultura e cujo as despesas são pagas pela classe produtiva e pela classe dos proprietários, os quais que por sua vez tiram as rendas da classe produtiva.
 
Página 11
Formula do quadro econômico

Quesnay tentou demonstrar a divisão das classes nas transações comerciais, pois o produto líquido se movia da agricultura se movia  para toda a economia na forma de pagamento de compras estabelecidas no circuito econômico. 
Para demonstrar como isso ocorreria Quesnay criou a table economique


A tentativa de Quesnay tem seus méritos, o primeiro é por ela estar pautada na observação empírica e por por proporcionar um conjunto de leis que apoiaram a agricultura, destaca-se que Quesnay era considerado um antimercantilista  e questionar a riqueza de uma nação relacionada com a quantidade de metais preciosos, além de fazer duras criticas ao intervencionismo do Estado na economia, apresentando o  laissez-faire.

Página 13 e 14
David Ricardo e a renda da terra

A preocupação do economista inglês David Ricardo (1792-1823)
foi com a eficiência na agricultura pelo modo que esta condicionava os preços dos salários e dos insumos da indústria. Para Ricardo o deslocamento da agricultura para terras menos verteis e mais distantes provocaria o aumento dos produtos agrícolas forçando por sua vez o salário dos trabalhadores da indústria e diminuindo o lucro dos capitalistas, pois estes não poderiam aumentar na mesma proporção o preço de seus produtos por conta da concorrência.

Página 14

As três classes agrárias para Ricardo

David Ricardo fala sobre três classes agrícolas:
1) os donos da terra, os que recebem a renda por sua posição de proprietários fundiários  
2) Os capitalistas, que detém o capital necessário para o cultivo da terra
3) Os trabalhadores, que empregados, no cultivo da terra recebem salários por seus serviços prestados

Ricardo como liberal é contrário as restrições impostas as importações de trigo de sua época conhecidas como corn laws.
Páginas 16 e 17

 Thomas Malthus, super população e a crise dos alimentos

O pensador inglês Thomas Malthus (1776-1834)
foi o autor da teoria populacional ou teoria da superpopulação, pois ao observar que a cada 25 anos a população dos Estados Unidos dobrava  enquanto a produção de alimentos na Inglaterra crescia bem mais que isso no período.

Malthus por viver num período de revolução industrial concluiu que a população estava crescendo em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos crescia em progressão em progressão aritmética, isto é, a produção de alimentos não acompanhava o ritmo da produção de alimentos. 
Página 18 e 19
Malthus era contra a assistência aos pobres:

Malthus com seus pensamentos liberais era contrário a assistência aos pobres, pois seria a única forma de evitar a catástrofe é não dar qualquer tipo de assistência e aconselha-los a abstinência sexual a fim de diminuir a natalidade e o autor liga esta ideia com o preconceito contra os pobres que ainda existe em nossos dias.

Salários baixam com o aumento da população:

Outra ideia de Malthus é que com o aumento da população haveria excesso de trabalhadores, os salários cairiam e por faltar alimentos aumentaria os preços do mesmo.

Cabe destacar que com a entrada do capitalismo no campo e o aumento da modernização, inclusive com máquinas e novas técnicas agrícolas a produção de alimentos aumentou muitas vezes e as teorias de Malthus entraram em desuso. 
Página 20




















Livro Econômia Agrária de Joelson de Carvalho

Ficha catalográfica
Carvalho, Joelson Carvalho de
Economia Agrária - Volume Único
Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2015
ISBN 978-458-0010-1

Data da leitura:
Inicio 07/10/2016


Introdução

O que é economia agrária?  Como ela é entendida?

A economia agrícola pode ser considerada a parte dos estudos econômicos destinada à compreensão das relações de produção, consumo e distribuição no mundo rural, porém esta definição deixa de lado o caráter humano e social.

Definição de economia:
Ciência que estuda as relações de oferta limitada e e demanda ilimitada

A economia agrícola como ciência social aplicada não estuda somente a relação do homem com a natureza, mas as relações do homem com o homem.

Página 8 

O que é economia agrícola?

Definição de economia agrária:

A parte da economia que se preocupa em entender a produção, a distribuição e o consumo de produtos agropecuários e as relações sociais presentes nestes produtos. 
Página 8

Diferença entre economia agrícola com economia agrária

Economia agrícola:
Não podemos nos confundir quanto a isto, a economia agrícola tem foco mais especifico voltado à produção propriamente dita, tentando responder a questão, como: O que produzir? Onde produzir?Quando produzir? Já a economia agrária abre o leque de perguntas, inserindo questões como: quem produz? quem consome? como está organizada a produção? quais são as relações de trabalho presentes no campo?

A terra como um fator de produção:
A terra é um fator de produção assim como outros, capital, trabalho, etc. Mas é também o lócus de produção e reprodução social.

A questão agrária:
Questão agrária é como se convencionou de chamar  um conjunto de problemas relativos à produção social no campo dentro do capitalismo, sem esquecer que o capitalismo desenvolveu-se historicamente como um modo de produção desigual e  contraditório, da mesma forma que a penetração do capitalismo no campo também é caracterizado por um processo desigual e contraditório.
Página 9

Fisiocracia

Criada em 1750 por pensadores franceses, dentre eles François Quesnay dentro do mercantilismo, lembrando que o mercantilismo foi a pratica econômica hegemônica até o século XVIII e que tem por característica:
a) Balança  comercial favorável, ou seja, exportar mais e importar menos gerando superávit;
b) Estado´protecionista, de modo a gerar este superávit, valendo-se para isso dos pactos coloniais;
c) Metalismo ou a riqueza de uma nação se baseava na quantidade de ouro e trata.


Pág 10








A classe produtiva
É o que faz renascer, pelo cultivo do território, as riquezas anuais da nação, efetua os adiantamentos das riquezas com os trabalhadores da agricultura e paga anualmente as rendas dos proprietários de terra. Englobam-se no âmbito dessa classe todos os trabalhadores e despesas feitas na agricultura, até a venda da produção anual das riquezas da nação.



A classe dos proprietários
Compreende o soberano, os possuidores de terras e os dizimeiros. Estas classes subsistem da renda, que lhe é paga anualmente pela classe produtiva, depois que esta descontou da produção que faz renascer cada ano, a riqueza necessária ao reembolso de seus adiantamentos anuais e à manutenção de suas riquezas de exploração.


A classe estéreo
É formada por todos os cidadãos ocupados em outros serviços e trabalhos que não a agricultura e cujo as despesas são pagas pela classe produtiva e pela classe dos proprietários, os quais que por sua vez tiram as rendas da classe produtiva.
 
Página 11
Formula do quadro econômico

Quesnay tentou demonstrar a divisão das classes nas transações comerciais, pois o produto líquido se movia da agricultura se movia  para toda a economia na forma de pagamento de compras estabelecidas no circuito econômico. 
Para demonstrar como isso ocorreria Quesnay criou a table economique


A tentativa de Quesnay tem seus méritos, o primeiro é por ela estar pautada na observação empírica e por por proporcionar um conjunto de leis que apoiaram a agricultura, destaca-se que Quesnay era considerado um antimercantilista  e questionar a riqueza de uma nação relacionada com a quantidade de metais preciosos, além de fazer duras criticas ao intervencionismo do Estado na economia, apresentando o  laissez-faire.

Página 13 e 14
David Ricardo e a renda da terra

A preocupação de David Ricardo foi com a eficiência na agricultura pelo modo que esta condicionava os preços dos salários e dos insumos da indústria. Para Ricardo o deslocamento da agricultura para terras menos verteis e mais distantes provocaria o aumento dos produtos agrícolas forçando por sua vez o salário dos trabalhadores da indústria e diminuindo o lucro dos capitalistas, pois estes não poderiam aumentar na mesma proporção o preço de seus produtos por conta da concorrência.

Página 14

As três classes agrárias para Ricardo

David Ricardo fala sobre três classes agrícolas:
1) os donos da terra, os que recebem a renda por sua posição de proprietários fundiários  
2) Os capitalistas, que detém o capital necessário para o cultivo da terra
3) Os trabalhadores, que empregados, no cultivo da terra recebem salários por seus serviços prestados

Ricardo como liberal é contrário as restrições impostas as importações de trigo de sua época conhecidas como corn laws.
Páginas 16 e 17

 Thomas Malthus, super população e a crise dos alimentos

O pensador inglês Thomas Malthus (1776-1834) foi o autor da teoria populacional ou teoria da superpopulação, pois ao observar que a cada 25 anos a população dos Estados Unidos dobrava  enquanto a produção de alimentos na Inglaterra crescia bem mais que isso no período.

Malthus por viver num período de revolução industrial concluiu que a população estava crescendo em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos crescia em progressão em progressão aritmética, isto é, a produção de alimentos não acompanhava o ritmo da produção de alimentos. 
Página 18 e 19
Malthus era contra a assistência aos pobres:

Malthus com seus pensamentos liberais era contrário a assistência aos pobres, pois seria a única forma de evitar a catástrofe é não dar qualquer tipo de assistência e aconselha-los a abstinência sexual a fim de diminuir a natalidade e o autor liga esta ideia com o preconceito contra os pobres que ainda existe em nossos dias.

Salários baixam com o aumento da população:

Outra ideia de Malthus é que com o aumento da população haveria excesso de trabalhadores, os salários cairiam e por faltar alimentos aumentaria os preços do mesmo.

Cabe destacar que com a entrada do capitalismo no campo e o aumento da modernização, inclusive com máquinas e novas técnicas agrícolas a produção de alimentos aumentou muitas vezes e as teorias de Malthus entraram em desuso. 
Página 20