quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

August Comte - Livro Etapas do Pensamento Sociológico - Raymund Aron


Capítulo: August Comte
Livro: As etapas do pensamento sociológico
Autor: Raymond Aron
Data do começo da  primeira leitura: 11 dez 2014


ARON, Raymond. As Etapas do Pensamento Sociológico. São Paulo: Martins Fontes,1977.

Comparar a sociologia de Montesquieu e Comte
encontro Montesquieu parte da diversidade em busca da unidade Comte tem dificuldade para lhe dar com a diversidade por ser um sociólogo da unidade

"Montesquieu antes de tudo, é um sociólogo consciente da diversidade humana e social. Para ela o objetivo da ciência é por ordem ao caos aparente, e o consegue concebendo tipos de governo ou de sociedade, enumerando determinantes que influenciam todas as coletividades e, talvez mesmo , em última analise, identificando alguns princípios racionais de validade universal, embora sujeito a eventuais violações aqui e ali. Montesquieu parte da diversidade para chegar, sem esforço, à unidade humana".

"August Comte, ao contrário, é antes de mais nada um sociólogo da unidade humana e social, da unidade da história humana. Leva sua concepção de unidade até o ponto em que a dificuldade é inversa: tem tem dificuldade em encontrar e fundamentar a diversidade, como há um tipo de sociedade absolutamente valida, toda a humanidade deverá segundo sua filosofia, chegar a este tipo de sociedade".

Página 83

Três etapas do pensamento de Comte

"Parece-me que podemos apresentar as etapas da evolução da evolução filosófica de Augusto Comte como representando as três formas pelas quais a tese da unidade humana é confirmada, pelas três obras principais de Comte".

Primeira etapa: entre 1820 e 1826, é a dos Opuscules de Philosofhie Sociale: Sommaire sprréciation sur l'ensembledu passé moderne (Opúsculos da filosofia social: apreciação sumária do conjunto do passado moderno) de 1820; Prespectus des travaux scientifiques nécessaires pour réorganiser la societé (Prospecto dos trabalhos científicos necessários para organizar a sociedade ) de 1822; Considérations  philosophiques sur les idées et les savant (considerações filosóficas sobre a as ideias e os cientistas) de 1825.

Segunda etapa: Esta etapa é constituída pelas lições do curso de filosofia positiva (Cours de philosophie positive) de 1830-1842

Terceira etapa: Sistema de política positiva ou tratado ou  tratado de sociologia intitulado a religião da humanidade (Système de politique positive ou traité de sociologie instituant la religion de l'humanité) de 1851-1854

Na primeira etapa Comte como jovem "polytechnien"toma como ponto de partida a sociedade do seu tempo. "Os opúsculos  constituem a interpretação e a descrição do momento histórico vivido pela sociedade europeia no princípio do século XIX".

Página 84

Características da nova sociedade por nascer

Para Comte um certo tipo de sociedade caracterizada pelo religioso e pelo militar próprios da idade média está próximo a desaparecer que é a sociedade científica e industrial e o modo de pensar que no passado era dos teólogos passa aos cientistas, assim como o poder que era dos militares agora passa aos empresários, diretores de fábrica e banqueiros.
"A partir do momento em que os homens pensam cientificamente, a atividade principal das coletividades deixa de ser a guerra dos homens contra os homens, para se transformar na luta dos homens contra a natureza, ou a exploração racional dos recursos naturais.

Página 85

Primeira fase
O papel da sociologia é compreender o devenir necessário e inevitável da história
O triunfo da ordem científica e industrial é inevitável, mas ele pode ser adiantado ou retardado 

A orientação geral do pensamento e, sobretudo, os planos de transformação de Comte decorrem desta interpretação da sociedade da época, assim como Montesquieu observava a crise na monarquia francesa, e essa observação constituía uma das origens de sua concepção do conjunto, Augusto Comte observava a contradição de dois tipos sociais que, segundo ele, só pode ser resolvido pelo triunfo do tipo social que chama de científico e industrial. Essa vitória é inevitável, mas ser mais ou menos acelerada e retardada. Com efeito, a função da sociologia é compreender o devenir necessário, isto é, indispensável e inevitável, da história, de modo que ajude a realização da ordem fundamental.

Página 86

Segunda fase
Aprofunda as diretrizes dos opúsculos
Lei dos três estados

O curso de filosofia positiva tem as mesmas diretrizes dos opúsculos  em perspectiva ampliada e Comte considerando a sociedade europeia de   seu tempo e por sua ingenuidade a tomando em caráter exemplar da história e aprofunda a lei dos três estados já enunciada nos opúsculos.

Segundo a lei dos três estados o espírito passa por três fazes sucessivas, elas são:

Fase teológica  (Primeira fase)

Na primeira fase, o espírito humano explica os fenômenos atribuindo-os a seres, ou forças comparáveis ao próprio homem.

Fase teleológica







domingo, 9 de novembro de 2014

Talcott Parsons - O Conceito do Sistema Social

O Sistema Social

Psicologia X Sociologia

A sociologia é uma disciplina relacionada claramente com a observação e a analise do comportamento humano, isto é da observação da pluralidade dos seres humanos com formas assumidas por suas relações e a variedade das determinadas formas, assim como as mudanças nelas ocorridas.

A psicologia relaciona-se tradicionalmente com o comportamento do "indivíduo" ainda que em grande parte se verifique em relação com outros indivíduos. Naturalmente algumas vezes ocorre uma interface um pouco maior, acontece quando um "psicólogo social" se ocupa com o comportamento das massas.

Segundo ponto de vista, a sociologia deve focalizar certos aspectos da estrutura dos processos que se verificam nos sistemas sociais. Por Sistema Social, entendo o sistema constituído pela interação direta ou indireta de seres humanos. Por outro lado a psicologia em primeiro lugar com certos processos de elementos de comportamento, como aprendizagem e conhecimento [...] A psicologia pode ser relacionada com a organização dos componentes que constituem a personalidade do indivíduo. [ Página 48]

Sistema Social

Parte da dificuldade histórica [...] contrapor o indivíduo e a sociedade [...] 
Este é um grave engano, na medida que obscurece o fato de que o processo de interação entre indivíduos pode constituir um sistema social. Evidentemente, uma comissão, um grupo de trabalho ou uma família, não constituem no sentido usual, uma sociedade. Mas evidentemente para fins de teoria sociológica constituem sistemas sociais. Uma sociedade não é somente um sistema social, mas também uma rede de subsistemas inter-relacionados, cada um dos quais por si só constituem um sistema social autêntico.

Indivíduo unidade da sociedade?

[...] é fácil imaginar que a "unidade da sociedade" é o próprio indivíduo. Porém se tomada em consideração o subsistema, que algumas vezes é chamado de "grupo", então o indivíduo total concreto não pode ser a unidade social, pelo simples fato de suas múltiplas participações e afiliações.É o papel ou o status papel de um indivíduo que se torna a unidade do grupo, isto é  do sistema social.

Sistema Social

[...] Sistema social, isto é sistema de interação entre uma pluralidade de indivíduos, envolve um setor de comportamento de cada um dos participantes, por conseguinte envolve também um setor da personalidade. Com o propósito de conceitualizar o sistema social, este setor é concebido como um papel, que no conjunto das situações definidas pela sua participação ao grupo ou sistema interativo por um período suficientemente longo de tempo, constituem uma série se comportamentos esperados ou padronizados não de um único tipo, mas de um padrão de tipos que variam de acordo com o desenvolvimento da situação interativa.  Nestes tipos padronizados de comportamento se incluem também estas fases nas quais o indivíduo não está participando das atividades deste grupo particular. É o que acontece quando um grupo de indivíduos não interage com os companheiros de trabalho, sem que sua participação no grupo deixe de continuar constituindo  um aspecto importante de sua personalidade. A isto chamamos fase de "latência" do papel profissional.

Esta participação não constitui uma atividade coordenada, mas muito pelo contrário, é estruturada e organizada como parte de um sistema de personalidade, ela tem que ser motivada no sentido da regularização e da estabilidade, isto de tal maneira que não se choque com os outros elementos. Ademais, ela deve estar se adaptando continuamente ao desenvolvimento da situação interativa especialmente aos outros membros do sistema interativo. Comportamento do "ego" são, portanto independentes com sanções do "alter" e a esta interdependência que chamamos por processo do sistema interativo.

Página 57

Padronização
Cultura Comum do Sistema Interativo

Da reciprocidade ou da complementaridade das orientações decorre então que o sistema, necessita como condição de estabilidade a padronização determinada dos significados dos objetos e das orientações complementares. É a esta padronização relativamente estável  dos significados que entendemos como por "cultura comum" do sistema interativo.

A necessidade da importância da cultura comum do sistema interativo não implica que ele seja "estático", impossível. Significa apenas que as características de cada ato e de cada situação em transformação não são determinantes do processo, mas que o processo é organizado com relação a esta característica do quadro de referência da ação, a significação do conceito organizado envolve a padronização das relações entre o símbolo e o significado.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O texto que li agora é chamado a teoria da ação coletiva de que diz sobre o que leva as pessoas a agirem em grupo, isso é em sindicatos, em grupos e ele parte do pressuposto que as pessoas agem assim porque esperam alcançar um objetivo comum que lhes beneficie coletivamente, mas também fala que para além disso,

Incentivos positivos e negativos:

Tipos de incentivos positivos: meu interesse pessoal, quando estou agindo em coletivo sou bem aceito socialmnte

Tipos de incentivos negativos: ser obrigado a me sindicalizar

domingo, 2 de novembro de 2014

Texto: A teoria da justiça de John Raws - capítulo LA JUSTICIA COMO IMPARCIALIDAD



Página de 25 a 55
Data da leitura de 02 de novembro de 2014 a


O autor começa dizendo que pretende ali desenvolver os princípios de sua teoria da justiça

O papel da Justiça


A teoria da justiça é uma teoria atrativa, mas por outro lado o que importa é que as leis e instituições estejam ordenadas e sejam eficientes ou se injustas devem ser reformadas ou abolidas.. cada pessoa tem uma inviabilidade fundada na justiça que nem sequer o bem estar da sociedade. Por esta razão que a justiça nega que a perca de liberdade para alguns se transforma em justiça para outros pelo feito que o maior bem é compartido por outros e não permite que os sacrifícios compensados pela maior quantidade de vantagens desfrutados por muitos. Por tanto a sociedade justa , as liberdades da igualdade se dão da cidadania se dão por estabelecidas definitivamente; os direitos assegurados pela justiça não estão sujeitos a barganha política e nem ao cálculo do interesse social. 

La justicia es la primera virtud de las instituciones sociales, como la verdad lo es de los sistemas de pensamiento. Una teoría, por muy atractiva, elocuente y concisa que sea, tiene que ser rechazada o revisada si no es verdadera; de igual modo, no importa que las leyes e instituciones estén ordenadas y sean eficientes: si son injustas han de ser reformadas o abolidas. Cada persona posee una inviolabilidad fundada en la justicia que ni siquiera el bienestar de la sociedad en conjunto puede atropellar. Es por esta razón por la que la justicia niega que la pérdida de libertad para algunos se vuelva justa por el hecho de que un mayor bien es compartido por otros. No permite que los sacrificios impuestos a unos sean compensados por la mayor cantidad de ventajas disfrutadas por muchos. Por tanto, en una sociedad justa, las libertades de la igualdad de ciudadanía se dan por establecidas definitivamente; los derechos asegurados por la icia no están sujetos a regateos políticos ni al cálculo de intereses sociales. Lo único que nos perrrtite tolerar una teoría errónea es la falta de una mejor; análogamente una;mJBSí§Skí¡ólo es tolerable cuando es necesaria para evitar una injusticia aún mayor. Siendo las primeras virtudes de la actividad humana, la verdad y la justicia no pueden estar sujetas a transacciones.

Página 17

Estas proposiciones parecen expresar nuestra convicción intuitiva de la supremacía de la justicia. Sin duda están expresadas con excesiva energía. Sea como fuere, quiero investigar si estas pretensiones u otras similares son correctas...
Passos para interpretar a teoria da justiça

Consideramos que sociedade mais ou menos como uma associação autossuficiente de pessoas que conhecem certas regras de conduta como obrigatórias e a maioria compactuam com ela.

Para alcanzar este fin es necesario elaborar una teoría de la justicia a la luz de la cual puedan interpretarse
y valorarse estas afirmaciones. Comenzaré considerando el papel de los principios de la justicia. Supongamos, para fijar las ideas, que una sociedad es una asociación más o menos autosuficiente de personas que en sus relaciones reconocen ciertas reglas de conducta como obligatorias y que en su mayoría actúan de acuerdo con ellas


O autor diz que é claro que as condições desejadas, onde a grande maioria das pessoas soubessem do seu papel na sociedade não acontece na vida real
Seria apropriado que as pessoas fizessem um cálculo para que seus desejo não fossem contraditórios, mas como na realidade isso não acontece  devem existir forças estabilizadoras afim de manter a ordem e desconfiança e ressentimentos corroem os vínculos de confiança mutua. Embora o papel característico da justiça seja especificar direitos e deveres fundamentais e definir parcelas distributivas apropriadas, o modo que determina a concepção faz aparecer problemas de eficiência
Precisamos levar em conta as duas relações, pois embora a justiça seja preferível que a justiça tenha certa primazia

Página 7




Existem muitas coisas que podemos considerar justas ou injustas que não só são lei ou instituições sociais e as instituições mais importantes para o autor contribuem para os direitos fundamentais que determinam as vantagens da concorrentes da cooperação social

A proteção jurídica da liberdade de pensamento, e liberdade de consciência, mercados competitivos, propriedade privada dos meios de produção e família monogâmica são para ele instituições importantes


Quanto a questão das desigualdades

Página 8 e 9
O autor fala sobre as possibilidades de as pessoas obedecessem apenas parcialmente as leis e daí surge teorias como do direito penal ou da guerra justa


As diversas concepções de justiça vem das diversas concepções de sociedade

Ninguém conhece ninguém ou as habilidades, o caráter...