segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Resumo: A produção do fracaço escolar: Histíria de submissão e rebeldia - Maria Helena de Souza Patto

PATTO, Maria Helena de Souza. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Casa do psicólogo, 1990.

Inicio da leitura: 22 de fevereiro de 2015


Introdução

A reprovação e a evasão escolar tem sido um problema sério na década de 80, mas mais que isso, isso tem sido um problema persistente, inclusive a várias reformas educativas 

Dados sobre a situação da educação no Brasil entre 1940 e 1979:

Um estudo realizado por Moysés Kessel em 1954 mostra a dramaticidade da educação na década de 40, dos que se matricularam pela primeira vez em 1945 apenas 4% concluíram o primário em 1948, sem reprovações, dos 96% restantes metade metade não concluiu sequer o primeiro ano. Trinta anos depois Barretto não nos autoriza qualquer otimismo e segundo estudo realizado, embora o II Plano Nacional de Desenvolvimento (1975 a 1979) tenha estabelecido o índice de 90 de escolarização do primeiro grau (Ensino Médio) no final da década a taxa de escolarização de crianças entre 6 e 14 anos foi de 67,7% e mais que isso, o texto mais a frente fala que as melhorias educacionais apontadas pelo governo foram relativizadas por Barretto, que aponta que entre 1964 e 1961 a cada 1.000 crianças que ingressavam no primeiro ano da escola primária, 395 passavam para o segundo ano sem reprovações e apenas 53 atingiam os oito anos de escolaridade. De 1971 a 1978 (na vigência, portanto, da 5692/71) a cada 1.000 crianças que se matriculam na primeira série, 526 se matriculam na segunda série no ano seguinte, e 180 conseguiram terminar a oitava série em 1978. 

Sobre a pesquisa e a importância de ouvir as crianças nas pesquisas sobre o fracasso escolar:

O livro fala sobre a importância de ouvir as crianças para que estas não sejam apenas úmeros frios e por isso o livro trabalha com uma pesquisa feita numa escola da periferia de São Paulo, onde foram feitas entrevistas com pais, alunos e professores. A importância de ouvir as crianças ainda não foi incorporado as pesquisas sobre fracasso escolar.

Primeiro capítulo: Raízes históricas das concepções sobre o fracasso escolar: Triunfo de uma classe e uma visão de mundo
Páginas de 26-

A autora começa falando que os primeiros pensadores do problema da educação  brasileira  acabaram por impor uma forma de pensar este problema que ainda  hoje é reproduzida, este forma é um reflexo das teorias educacionais pensadas nos Estados Unidos e nos países do leste europeu e a pergunta que a autora faz  é se estes pensadores ao refletir os problemas da educação os fazem de sua própria visão de mundo e esta influencia o que o autor pensa, ou ao contrário disso, é a realidade que influência o autor. A autora aqui fala da importância de se aproximar do objeto de estudo, neste caso, das crianças e da escola.

Página 27

Para entender as razões que principalmente a escola para os pobres é uma escola deficitária este capitulo tem como objetivo vislumbrar a filiação histórica dos reveses das crenças das dificuldades que existam sobre a pobreza e seus reveses e da escola dificuldade de escolarização para este segmento da população.

Para alcançar tal objetivo é preciso falar dos contornos da natureza epistemológica que permita captar o que é a realidade social e para tal é preciso se perguntar o que é a ciência, e o que ela faz a partir e além do que ela parece ser e neste retorno é inevitável o encontro com as sociedades indústrias capitalista, com as políticas nacionais de educação e com as ciências humanas, especialmente a psicologia, mas a autora destaca que a pretensão não é fazer uma analise histórica do modo capitalista de produção, porém apenas fazer um quadro sociológico suficiente para refletir sobre a natureza das concepções dominantes sobre o fracaso escolar numa sociedade de classes.

A era das revoluções e a era do capital

O séc. XIX e suas manifestações é filho legitimo das revoluções francesa e industrial e a construção em 1780 do primeiro sistema fabril moderno, isso é as indústrias têxteis  da região de Lancashire.

Página 28

Hobsbawn (1982) disse que a grande revolução de 1789-1848 não foi o triunfo da indústria como tal, mas da indústria capitalista; não da igualdade e da liberdade como tal, mas da classe média ou da 'burguesia liberal; não da economia moderna ou do Estado Moderno, mas o das economias e dos Estados em uma determinada região (parte da Europa e trechos da América do Norte) e este processo de passagem da sociedade feudal a capitalista não se deu sem grandes convulsões sociais e o texto fala sobre as mudanças inexoráveis do período.

Página 29

Ao citar Hobsbawn a autora fala do processo que transformou o artesão ou em empregado ou em capitalista industrial e nesta parte o livro fala sobre como se deu este processo.

Página 30






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